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O Brasil denunciou ante o secretaria da Convenção da Basileia o caso das 1.400 toneladas de resíduos contaminantes descobertos em seus portos do Rio Grande e Santos procedentes do Reino Unido, confirmou à AFP uma fonte diplomática brasileira em Genebra.

"Como os dois países fazem parte da Convenção de Basileia, levamos a seu Secretariado a informação do que descobrimos, pois existe a obrigação de notificar, e agora esperamos que o Reino Unido encontre uma solução para o problema", afirmou o diplomata brasileiro.

Seis companhias britânicas, que transportaram 1.400 toneladas de resíduos do Reino Unido para portos brasileiros, foram multadas em 1,3 milhão de dólares, informou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

A Convenção da Basileia (1992), que faz parte do sistema das Nações Unidas, tem por objetivo controlar o movimento de fronteiras de dejetos perigosos e sua eliminação em outros países, em particular evitar o envio a partir de nações industrializadas.

"Confirmamos a apresentação da denúncia por parte do Brasil e a resposta do Reino Unido, disposta a colaborar para resolver este problema, e estamos tentando facilitar uma solução bilateral através do diálogo entre os dois países", indicou Nelson Sabogal, porta-voz do Birô da Convenção em Genebra, que pertence ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

"O Secretariado da Convenção pode atuar como mediador ou enviar especialistas para verificar a denúncia, e o que corresponde nessas sistuações é que o Reino Unido retire do Brasil esses resíduos perigosos", enfatiozu o diplomata.

"Tanto o Brasil como o Reino Unido estão investigando quem são os responsáveis, ou seja, encontrar o exportador e o importador, para que sejam indiciados ante a justiça", acrescentou o diplomata, que assegurou contar com a plena colaboração das autoridades britânicas.

"Os contêineres foram identificados em junho e julho por nossa agência ambiental e pela alfândega e o processo de análise continua em avaliação", concluiu a fonte diplomática.

Os carregamentos desembarcaram com declarações falsas de que seriam plástico reciclável, quando, na verdade, se tratava, pelo que se sabe até o momento, de dejetos de aparelhos eletrônicos e também seringas, preservativos, pilhas e fraudas usadas.
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Fonte: Uol

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